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Como ler Margaret Atwood: a distopia que parecia exagero

Margaret Atwood nasceu em Ottawa, em 1939. O pai era entomologista, e ela passou boa parte da infância nas florestas do norte de Quebec e Ontário, sem escola regular, lendo tudo o que encontrava.

Começou como poeta e ganhou o principal prêmio literário do Canadá em 1966. Escreveu também crítica: em Sobrevivência, de 1972, defendeu que a literatura canadense tinha uma identidade própria, diferente da americana e da inglesa.

Em 1985, publicou O Conto da Aia, sobre uma teocracia que toma os Estados Unidos e obriga mulheres férteis a gerar filhos para a elite. O livro virou série de TV em 2017, e as roupas vermelhas das aias passaram a ser usadas em protestos pelo mundo.

Por onde começar: O Conto da Aia.

Contexto histórico e cultural

Atwood faz parte da geração que, nos anos 1960 e 1970, criou uma literatura canadense moderna e reconhecida lá fora, ao lado de Alice Munro.

Ela gosta de dizer que nada em O Conto da Aia foi inventado: tudo o que acontece no livro já tinha acontecido em algum lugar e em alguma época. É isso que dá ao romance a força de aviso.

Além da distopia, escreveu romances históricos, como Vulgo Grace, sobre uma criada condenada por assassinato no século XIX, e livros sobre o fim do mundo causado pela biotecnologia. Ganhou o Booker duas vezes, em 2000 e 2019.

Principais obras

  • A Mulher Comestível (1969). O primeiro romance: uma jovem noiva para de conseguir comer.
  • O Conto da Aia (1985). Numa teocracia, uma mulher é obrigada a gerar filhos para um comandante. O começo ideal.
  • Vulgo Grace (1996). Uma criada irlandesa condenada por um duplo assassinato no Canadá de 1843. Será culpada?
  • O Assassino Cego (2000). Uma senhora conta a história da irmã que morreu jovem. Prêmio Booker.
  • Oryx e Crake (2003). Depois de uma catástrofe biológica, um sobrevivente se lembra de como o mundo acabou.

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