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Como ler Julio Cortázar: o jogo que muda as regras do romance

Julio Cortázar nasceu em Bruxelas, em 1914, filho de pais argentinos, e chegou a Buenos Aires ainda criança. Foi professor e tradutor antes de se mudar para Paris, em 1951, onde viveu até morrer.

Escreveu contos em que o estranho entra pela porta da cozinha sem pedir licença e um romance, O Jogo da Amarelinha, que pode ser lido em mais de uma ordem. Gostava de jogos, de jazz e de quebrar regras.

Foi um dos nomes centrais do boom latino-americano e continua sendo um dos autores mais lidos e estudados da língua espanhola.

Por onde começar: Bestiário.

Contexto histórico e cultural

Cortázar viveu as duas guerras mundiais, a ascensão dos regimes totalitários e a Guerra Fria. Mudou-se para Paris na década de 1950, quando a cidade fervia com o existencialismo e as vanguardas.

Enquanto isso, a América Latina vivia uma renovação cultural que culminaria no boom dos anos 1960, quando os escritores do continente passaram a ser lidos no mundo todo.

Cortázar levou para esse momento o surrealismo, o fantástico e os jogos de linguagem, e mostrou que o romance ainda podia ser reinventado.

Principais obras

  • Bestiário (1951). Primeira coletânea de contos do autor, responsável por revelar sua habilidade em introduzir o fantástico no cotidiano.
  • O Jogo da Amarelinha (1963). Considerado sua obra-prima e um dos romances mais inovadores da literatura do século XX. Pode ser lido em diferentes sequências propostas pelo autor.
  • Todos os Fogos o Fogo (1966). Coletânea de contos que reúne algumas das narrativas mais representativas de sua produção.
  • 62: Modelo para Armar (1968). Romance experimental que amplia as propostas narrativas introduzidas em O Jogo da Amarelinha.
  • Livro de Manuel (1973). Último grande romance de Cortázar, marcado pelo engajamento político e pelas reflexões sobre a América Latina.

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