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Como ler Arundhati Roy: a Índia das pequenas coisas

Arundhati Roy nasceu em Shillong, no nordeste da Índia, e cresceu em Kerala, no sul. Estudou arquitetura e escreveu roteiros antes de publicar o primeiro romance, O Deus das Pequenas Coisas, que ganhou o Booker Prize em 1997.

Depois do sucesso, passou vinte anos sem publicar ficção. Escreveu ensaios contra barragens que expulsavam aldeias inteiras, contra armas nucleares, contra a desigualdade. Só voltou ao romance em 2017.

Na ficção e no ensaio, a mesma marca: frases que brincam com a língua e uma raiva lúcida contra a injustiça.

Por onde começar: O Deus das Pequenas Coisas.

Contexto histórico e cultural

Roy escreve sobre uma Índia de contrastes enormes. Desde a independência, em 1947, o país tornou-se a maior democracia do mundo e uma potência econômica.

Ao mesmo tempo, continuam ali o sistema de castas, as divisões religiosas, a pobreza e a destruição ambiental. São esses os assuntos dos seus livros, de ficção ou não.

Roy olha para o efeito das grandes decisões econômicas e políticas na vida de quem não decide nada.

Principais obras

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