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Como ler Hilda Hilst: Deus, a morte e o desejo na Casa do Sol

Hilda Hilst nasceu em 1930 em Jaú, no interior de São Paulo. Bonita, rica e livre, foi uma das figuras mais comentadas da noite paulistana nos anos 1950, enquanto publicava os primeiros livros de poesia.

Em 1966, deixou tudo isso para trás e foi morar na Casa do Sol, uma chácara construída perto de Campinas. Lá viveu quase quarenta anos, cercada de cachorros, amigos e livros, escrevendo sem parar.

Escreveu poesia, teatro, crônica e uma prosa que não se parece com nada: Deus, a morte, o corpo e o desejo aparecem misturados, às vezes no mesmo parágrafo, sem pontuação convencional.

Por onde começar: Da Morte. Odes Mínimas.

Contexto histórico e cultural

Hilda escreveu durante a ditadura militar e boa parte da redemocratização, mas sua obra não fala diretamente de política. Fala de metafísica, de loucura, de amor e de finitude.

Durante décadas, foi elogiada pela crítica e quase não lida pelo público. Cansada disso, publicou nos anos 1990 livros eróticos e provocadores, que chamou de sua “bandalheira”, para ver se finalmente seria lida.

Depois da sua morte, em 2004, a obra foi reeditada e ganhou novos leitores. Em 2018, foi a autora homenageada da Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty.

Principais obras

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