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Como ler Mahmoud Darwish: o poeta da Palestina

Mahmoud Darwish nasceu em 1941 em al-Birwa, uma aldeia da Galileia. Em 1948, durante a guerra que se seguiu à criação de Israel, a aldeia foi destruída e a família fugiu para o Líbano. Voltaram um ano depois, sem documentos, e passaram a viver como estrangeiros na própria terra.

Cresceu em Haifa, trabalhou em jornais e foi preso e mantido em prisão domiciliar várias vezes por causa dos seus poemas e da militância política. Um poema da juventude, Carteira de Identidade, de 1964, virou um hino do nacionalismo palestino.

Em 1970, partiu para o exílio, que o levou a Moscou, ao Cairo, a Beirute, a Túnis e a Paris. Só voltou a viver na Palestina em 1996, em Ramallah. Morreu em 2008, depois de uma cirurgia no coração nos Estados Unidos, e teve um funeral com honras de Estado.

Por onde começar: Da Presença da Ausência.

Contexto histórico e cultural

A vida de Darwish acompanha a história palestina desde 1948: a perda das aldeias, os campos de refugiados, a ocupação, o exílio da liderança palestina e os acordos de paz dos anos 1990, que ele criticou.

Ele escreveu a Declaração de Independência palestina, proclamada em 1988, mas sempre recusou ser apenas um poeta político. Com o tempo, a sua poesia se abriu para o amor, a morte, os mitos e a própria linguagem.

Muitos dos seus poemas foram musicados e são cantados em todo o mundo árabe. No Brasil, a obra começou a ser traduzida direto do árabe nos últimos anos, em edições bilíngues.

Principais obras

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