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Como ler José Eduardo Agualusa: Angola entre memórias e esquecimentos

José Eduardo Agualusa nasceu em 1960 em Huambo, Angola, ainda sob o domínio português. Seus livros andam entre continentes: começam em Luanda, passam pelo Rio de Janeiro e por Lisboa, e voltam.

Ele mistura história e invenção para falar de memória e identidade, e cria personagens que vendem passados falsos, fogem da guerra ou se trancam em casa para esquecer o mundo lá fora.

Traduzido em muitas línguas, é um dos autores africanos de língua portuguesa mais lidos hoje.

Por onde começar: O Vendedor de Passados.

Contexto histórico e cultural

Agualusa pertence à geração que cresceu nos últimos anos do colonialismo e acompanhou o que veio depois. Angola tornou-se independente em 1975, mas enfrentou décadas de guerra civil.

A literatura angolana dessa época passou a discutir a identidade do novo país, as memórias do conflito e as relações antigas com Portugal e com o Brasil.

Agualusa leva essa conversa adiante ao seguir pessoas, mercadorias e histórias que cruzam o Atlântico, mostrando como a experiência angolana sempre foi feita de muitos lugares ao mesmo tempo.

Principais obras

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