Como ler Han Kang: corpo, memória e violência
Han Kang nasceu em 1970 em Gwangju, na Coreia do Sul, filha do romancista Han Seung-won. Cresceu cercada de livros e começou publicando poemas.
Sua prosa é curta, quase poética, e trata do corpo, da memória e da violência. Uma mulher que decide parar de comer carne. Uma cidade que não consegue esquecer um massacre. Uma língua que some.
A Vegetariana ganhou o International Booker em 2016 e abriu caminho para leitores do mundo inteiro. Em 2024, Han Kang recebeu o Prêmio Nobel de Literatura.
Por onde começar: A Vegetariana.
Contexto histórico e cultural
Han Kang pertence à geração que viu a Coreia do Sul sair da pobreza e virar uma das economias mais dinâmicas da Ásia.
A história recente do país também tem ditaduras, movimentos democráticos e episódios de violência política, como a repressão em Gwangju, em 1980, que deixou centenas de mortos na cidade onde ela nasceu.
Seus livros perguntam o que a violência deixa nas pessoas e nas comunidades, e fazem isso com uma delicadeza que torna a leitura ainda mais forte.
Principais obras
- A Vegetariana (2007). Livro que projetou a autora internacionalmente. Explora identidade, corpo, violência e resistência.
- Atos Humanos (2014). Considerada uma das obras mais importantes da literatura sul-coreana contemporânea. Examina os impactos de um episódio histórico de repressão política.
- O Livro Branco (2016). Narrativa híbrida sobre memória, perda e fragilidade da existência.
- Lições de Grego (2011). Romance sobre comunicação, silêncio e relações humanas.
- Não Digo Adeus (2021). Obra centrada na memória histórica e nos traumas coletivos da Coreia.
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