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Como ler Octavio Paz: o poeta que tentou explicar o México

Octavio Paz nasceu na Cidade do México, em 1914. O avô era escritor e jornalista, e o pai, advogado, representou Emiliano Zapata durante a Revolução. Paz cresceu numa casa cheia de livros e começou a publicar poemas aos 17 anos.

Em 1937, foi à Espanha em plena Guerra Civil para um congresso de escritores antifascistas. Mais tarde, entrou para o serviço diplomático e viveu em Paris, no Japão e na Índia, onde foi embaixador.

Em 1968, quando o exército mexicano matou estudantes na praça de Tlatelolco, poucos dias antes da Olimpíada, Paz renunciou ao cargo em protesto. Recebeu o Prêmio Nobel em 1990 e morreu em 1998.

Por onde começar: O Labirinto da Solidão.

Contexto histórico e cultural

Paz viveu o México do partido único, que governou o país por mais de setenta anos depois da Revolução. Foi de esquerda na juventude e depois um crítico duro dos regimes comunistas, o que lhe rendeu brigas com muitos intelectuais latino-americanos.

Em O Labirinto da Solidão, de 1950, tentou entender a identidade mexicana: as máscaras, as festas, a relação com a morte, a herança indígena e espanhola. É um dos ensaios mais lidos da América Latina.

Sua poesia mistura o surrealismo, que conheceu em Paris, com a mitologia asteca e o pensamento oriental. Teve uma longa amizade com o poeta brasileiro Haroldo de Campos, que traduziu seus poemas para o português.

Principais obras

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