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Como ler Luís de Camões: o poeta que cantou o mar e o amor

Luís Vaz de Camões nasceu por volta de 1524, provavelmente em Lisboa, e viveu como poucos poetas: perdeu um olho lutando no norte da África, foi preso por briga de rua, embarcou para a Índia e passou quase dezessete anos no Oriente.

Conta a tradição que, num naufrágio na foz do rio Mekong, ele nadou até a margem segurando o manuscrito de Os Lusíadas fora da água. O poema, publicado em 1572, conta a viagem de Vasco da Gama e virou a epopeia de Portugal.

Camões também escreveu sonetos que ainda hoje se sabem de cor, como “Amor é fogo que arde sem se ver”. Morreu pobre, em Lisboa, em 1580.

Por onde começar: Os Lusíadas.

Contexto histórico e cultural

Camões viveu no auge da expansão marítima portuguesa, quando as caravelas chegavam à Índia, à China e ao Brasil e Lisboa era uma das cidades mais ricas da Europa.

Era também o tempo do Renascimento, que trouxe de volta os modelos da Grécia e de Roma. Camões pegou a forma da epopeia clássica, de Homero e Virgílio, e a encheu de história portuguesa e de mar de verdade.

Na lírica, seguiu Petrarca e o soneto italiano, mas falou do amor com uma inquietação muito pessoal. É dele boa parte do que a língua portuguesa aprendeu a dizer sobre paixão e saudade.

Principais obras

  • Os Lusíadas (1572). Epopeia em dez cantos sobre a viagem de Vasco da Gama à Índia e a história de Portugal.
  • Rimas (1595). Reunião póstuma dos sonetos, canções e redondilhas, com os poemas de amor mais conhecidos do autor.
  • Sonetos de Camões (edições modernas). Seleções da lírica camoniana, a forma mais simples de começar pelo poeta antes de enfrentar a epopeia.

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