Latitude Literária

Seis portas de entrada para a ficção e a memória

Livros de Ariel Elias do Nascimento

Kindle UnlimitedLeitura gratuita

Três romances e três livros de crônicas e reflexões, todos disponíveis na Amazon. Quem assina o Kindle Unlimited lê sem pagar nada a mais. Não tem um aparelho Kindle?

Romances · Rio Grande do Sul e Minas Gerais, 1930–1990

Romances

Manuscritos, diários, livros de registro. Nos três romances, o papel guarda mais do que as pessoas querem contar, e alguém sempre paga para que ele fale ou se cale.

Capa de A Pele do Rascunho: folha envelhecida com uma mancha vermelha e uma caneta-tinteiro

Romance · Porto Alegre, 1930–1940

A Pele do Rascunho

O livro que escreveu seu autor

Há livros que se deixam folhear, e há livros que folheiam quem os lê. Este é do segundo tipo.Advertência ao leitor despreparado

SinopsePorto Alegre, anos 1930. A obsessão de transformar a mulher amada em literatura cobra um preço de sangue quando o manuscrito ganha vida própria.

Boa parte do romance é narrada pelo próprio rascunho: o papel que sente o peso do cinzeiro, o corte da pena e o café que Irene derrama sobre ele. Um livro sobre o que a escrita toma de quem escreve e de quem é escrito.

Eu não sou feita de celulose, Carlos. Eu sangro se você me corta com suas palavras.Irene, capítulo 6
Para ele, sou campo de batalha; para mim, ele é um deus exausto que esqueceu como criar o mundo.O rascunho, capítulo 1
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Capa de O Nome que Faltava: mulher de casaco escuro e chapéu de costas, olhando o rio

Romance · Ouro Preto, 1990 · Porto Alegre, 1930

O Nome que Faltava

A história que Irene guardou

Há histórias que não querem ser reveladas. Querem apenas deixar de pertencer aos homens errados.Epígrafe

SinopseEm 1990, um baú lacrado em Minas Gerais desenterra os diários de Irene e os segredos silenciados por trás do romance mais célebre do país.

Depois do velório da mãe, Cecília recebe uma chave e um aviso: não deixar o tio abrir. Entre cadernos, cartas com o timbre de uma editora e tias que preferem não lembrar, ela reconstrói a vida da avó, uma mulher que nunca ocupou inteira a própria história.

Naquela manhã, pela primeira vez, Cecília entendeu que o amor de Carlos não queria Irene viva. Queria Irene legível.Capítulo 5
Algumas famílias têm um santo protetor. A nossa tem um silêncio protetor.Tia Belisária, capítulo 6
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Capa de Quarto 7: janela com chuva, uma estrada de terra ao fundo, carimbo e maço de papéis no parapeito

Romance · Porto Alegre e litoral norte, 1942–1945

Quarto 7

A verdade administrativa não depende da justiça. Depende de quem guarda a última folha.A anatomia do chumbo

SinopsePorto Alegre, 1942. Um escrevente acostumado a carimbar sem questionar descobre, numa fuga com uma máquina de escrever sob o braço, a distância entre registrar e testemunhar.

Otto Kirsch passou vinte anos conferindo datas sem ler o que assinava. Uma colega some, uma assinatura precisa ser colhida em Torres, e a viagem vai dar em caçamba de leite, cavalo emprestado, cartório de interior e estrada velha na serra. Um romance de carimbos, livros de registro e lama.

Quem risca quer que se leia o que riscou. Quem raspa não quer.Olívia, capítulo 1
Eles não precisam do senhor para roubar, Otto. Precisam do senhor para que o roubo tenha número de protocolo.Olívia, capítulo 12
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Crônicas e reflexões · textos curtos

Crônicas e reflexões

Livros para ler aos pedaços, numa pausa do dia ou de madrugada. Falam do tempo, das casas, dos objetos que ficam e das perdas que não se resolvem com conselho.

Capa de Manual do Adeus: fundo claro com uma folha seca rendada

Reflexões · 16 capítulos e 3 poemas

Manual do Adeus

Reflexões irônicas sobre a vida, a morte e o luto

Depois, quando a cadeira fica vazia, a casa não muda de tamanho, muda de acústica.Capítulo 2, O Decreto da Rotina

SinopseUm conjunto de reflexões curtas, irônicas e românticas sobre a rotina que continua, a culpa que reescreve o passado e o humor como defesa delicada diante do indizível.

Dividido em Vida, Morte e Continuidade, pode ser lido em ordem ou aberto ao acaso, “como quem procura um copo d’água de madrugada”. Para quem está de luto e para quem quer saber o que dizer a alguém que está.

Guardamos palavras como quem economiza fósforos, esquecendo que a noite não avisa quando chega.Capítulo 2
Você não precisa ser forte. Precisa ser vivo. E viver, quando se está de luto, já é um trabalho exaustivo.Capítulo 9, O Delito do Riso
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Capa de O Avesso do Instante: mostrador de relógio desfocado em tons de sépia

Crônicas · 17 textos · Coleção O Que Escapa

O Avesso do Instante

Crônicas sobre desejo, limite e incompletude

O ontem não tem boas maneiras, entra sem bater. O passado não viaja, ele se instala.Crônica 1, O Café com o Ontem

SinopseO cotidiano como fresta: o tempo que volta por dentro, o visível que esconde avessos e a incompletude do humano que, por não se concluir, respira.

Cenas mínimas: uma xícara, um sinal fechado na faixa de pedestres, uma janela acesa no terceiro andar, um ruído atrás da parede. Lido em sequência, o livro forma um arco. Aberto ao acaso, funciona como lampejo.

O instante não é pequeno, nós é que passamos por ele encolhidos.Crônica 2, Um Segundo de Luz
O tempo é um vazamento educado. Não faz barulho. Apenas modifica o chão.Crônica 3, Água por Dentro
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Capa de O Inventário das Sombras: luz de janela projetada numa parede cinza

Crônicas · 6 textos · Coleção O Que Escapa

O Inventário das Sombras

Crônicas sobre o que permanece invisível

O relógio do avô não mede o tempo; mede a nossa vontade de não perdê-lo.As Três e Quarenta

SinopseSeis crônicas em que a casa e a rua revelam armadilhas sutis: o que fica por afeto, o que se apaga por cansaço e o tempo que insiste.

Um relógio parado às três e quarenta, a rua da infância que agora cabe em trinta passos, uma sala de visitas onde ninguém senta, um álbum cheio de rostos sem nome. Na última crônica, as outras cinco se costuram numa só.

A maturidade é um tipo de reforma: derruba o quintal para construir uma garagem e depois se admira de não ouvir mais grilos.Trinta Passos
A palavra “devem” foi a lápide de muitas existências.A Gaveta
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Sem aparelho Kindle

Dá para ler no celular

  1. Baixe o aplicativo gratuito Amazon Kindle – Leitura no celular ou no tablet, Android ou iPhone.

  2. Entre com a sua conta da Amazon, a mesma que você usa para comprar no site.

  3. Abra o livro pelo botão desta página. Se você assina o Kindle Unlimited, a leitura é gratuita. Se não assina, pode comprar o e-book ali mesmo.

O autor

Ariel Elias do Nascimento

Professor e pesquisador da memória, vive em Palmas, no Tocantins. Escreve romances que voltam à Porto Alegre dos anos 1930 e 1940 e crônicas sobre o que fica nas casas, nas ruas e nos objetos quando o tempo passa por eles.