Romance · Porto Alegre, 1930–1940
A Pele do Rascunho
O livro que escreveu seu autor
Há livros que se deixam folhear, e há livros que folheiam quem os lê. Este é do segundo tipo.Advertência ao leitor despreparado
SinopsePorto Alegre, anos 1930. A obsessão de transformar a mulher amada em literatura cobra um preço de sangue quando o manuscrito ganha vida própria.
Boa parte do romance é narrada pelo próprio rascunho: o papel que sente o peso do cinzeiro, o corte da pena e o café que Irene derrama sobre ele. Um livro sobre o que a escrita toma de quem escreve e de quem é escrito.
Eu não sou feita de celulose, Carlos. Eu sangro se você me corta com suas palavras.Irene, capítulo 6
Para ele, sou campo de batalha; para mim, ele é um deus exausto que esqueceu como criar o mundo.O rascunho, capítulo 1




