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Como ler Jamaica Kincaid: Antígua, colonialismo e memória

Jamaica Kincaid nasceu em 1949 na ilha de Antígua, no Caribe, com o nome de Elaine Potter Richardson. Aos 16 anos, foi para Nova York trabalhar como babá e nunca mais voltou a morar na ilha.

Escreve em frases longas, ritmadas e cortantes, sobre mães e filhas, sobre o colonialismo britânico e sobre o que significa sair de casa e não pertencer a lugar nenhum.

É uma das autoras caribenhas mais lidas e uma das vozes mais afiadas da literatura de língua inglesa.

Por onde começar: Annie John.

Contexto histórico e cultural

Antígua, como outras pequenas ilhas do Caribe, tem uma história marcada pela escravidão e pelo domínio europeu. Tornou-se independente do Reino Unido em 1981.

No século XX, muitos escritores caribenhos passaram a investigar o que o colonialismo deixou na língua, na cultura e nas relações familiares. Kincaid faz isso sem rodeios.

Sua obra também fala de migração, assunto de uma região de onde sempre saiu muita gente para a Europa e para a América do Norte.

Principais obras

  • Annie John (1985). Romance de formação inspirado em aspectos autobiográficos da autora.
  • Lucy (1990). Narrativa sobre imigração, independência e identidade cultural.
  • A Small Place (1988). Ensaio contundente sobre colonialismo, turismo e desigualdades em Antígua.
  • Autobiografia da Minha Mãe (1996). Reflexão sobre memória, perda e pertencimento.
  • Mr. Potter (2002). Romance que examina relações familiares e heranças emocionais.

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