A Latitude Literária nasceu de uma pergunta simples: por que a curadoria literária que chega até o leitor brasileiro costuma vir sempre dos mesmos lugares?
Aqui, a proposta é outra. Reunir, num só espaço, os grandes nomes que atravessaram séculos e continentes — do Brasil ao Leste Europeu, da América Latina à Ásia — ao lado das vozes que estão escrevendo agora, no Tocantins, muitas vezes sem o alcance que merecem. Um acervo e uma vitrine, lado a lado.
Sou Ariel Elias do Nascimento, pesquisador da memória e professor, radicado em Palmas. Minha relação com a literatura sempre passou por essa dupla via: o rigor de quem estuda como histórias e memórias se constroem, e a liberdade de quem também escreve ficção e ensaio. Essa mistura está em livros como A Pele do Rascunho, Manual do Adeus e O Inventário das Sombras — e é também o que guia a curadoria deste espaço.
A Latitude Literária tem três frentes:
Um acervo internacional, com resenhas e indicações de autores consagrados de diferentes regiões do mundo, para quem quer ampliar o repertório de leitura para além do óbvio.
Uma vitrine para escritores do Tocantins, com entrevistas onde eles apresentam o próprio trabalho — porque literatura regional não deveria depender de sorte para encontrar leitor.
Uma oficina de escrita e leitura, com conteúdo prático para quem quer ler com mais profundidade e, eventualmente, escrever com mais confiança.
Se você chegou até aqui por um post da oficina, por uma resenha ou por curiosidade sobre o nome do site, seja bem-vindo. A ideia é simples: todo bom livro merece atravessar alguma fronteira para encontrar seu leitor certo.